quarta-feira, 28 de outubro de 2009

The Fall



Nem o céu azul ou as nuvens altas escondem o regresso do Outono. E neste instante, em que te o digo, cobre-se a terra de um véu de prata; um manto húmido e ansioso, das tuas mãos quentes lambendo as minhas cicatrizes.
O mundo fica maior.
Alongam-se as sombras: de árvore em árvore, dos telhados aos campanários, são uma estrada única que dobra todas as esquinas e atravessa os vales, desde os penhascos da costa da Cornualha até às luas do oriente; por vezes é da espessura de um caule, apenas.

Mas é impossível quebrar o caminho que me levará a ti, neste Inverno.

8 comentários:

HornedWolf disse...

Gostaria de ler um livro com esta escrita e com o imaginário do Gotikraal.

Leto of the Crows disse...

Um caminho longo é esse...

Bjs!

Frankie disse...

Belo.
Muito muito belo.
Sem mais.

A tua escrita mexe sempre comigo.



PS: Adivinha lá o que eu te vou pedir...
Mas é impossível quebrar o caminho que me levará a ti, neste Inverno.
Posso?! :$

Gotik Raal disse...

HornedWolf,

Eu também. Preciso talvez de mais uns cento e trinta anos no dorso e, depois, quem sabe!
Abraço!

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Leto,

...como todos os caminhos que levam a algum lado. No caso extremo está aquele infindável, que descemos cá dentro.
Beijinhos.

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Frankie,

É bom mexer com as pessoas. Fico contente.
Quanto ao resto, como sempre: sim, autorização pessoal e intransmissível (para quem mais leia isto!)
Beijo,

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A vocês e aos amigos da Katedraal:
Não tenho visitado as vossas terras. Não por desinteresse, naturalmente, mas por absoluta falta de tempo; O que torna as vossas visitas muito mais valiosas.
Agora, com este Outono espero que o tempo se alongue com as sombras e isso mude, rapidamente. Fazem-me falta os vossos textos.

Beijos, abraços
e obrigado pelas leituras.

Gotik Raal

Vítor Mácula disse...

tem uma urgência peculiar, a obrigação livre

abraço

Gotik Raal disse...

Olá Vítor,

...há quem lhe chame desejo :)

Abraço!

Vítor Mácula disse...

claro, os anseios que se carrega, e nos carregam convulsivamente ;)

é também nesse sentido que a vida é feita de labaredas: as próprias cinzas ardem.

as paixões são os anseios em execução: revelam o que somos, e como nos perdemos ou encontramos. de que modos afinal ardemos e fazemos arder.

nota: a verificação de palavras que me saiu para este comentário é "fluvas". 'tá certo: "eflúvio fulvo" no feminino etc LOL

anareis disse...

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